O tema transposição dos
servidores estaduais de Rondônia para cargos e carreiras em extinção nos
quadros da União voltou segunda-feira (14) à condição de "moeda"
eleitoral pelas mãos do candidato tucano que disputa o governo do Estado.
A recorrência do tema é de causar hiperidrose a qualquer dos servidores habilitados, em especial quando em pleno segundo turno das eleições, os sítios de notícias de Porto Velho
publicam "release" do candidato Expedito Junior (PSDB), no qual o presidenciável
Aécio Neves teria prometido ao governadorável transpor os barnabés
logo nos primeiros dias de mandato no Palácio do Planalto.
Até aí tudo muito bem, porque o
neto de Tancredo Neves é de fato um dos concorrentes ao cargo, numa disputa
acirrada com a candidata à reeleição Dilma Rousseff! Mesmo assim, é preciso
muito mais clarividência, e não ficar
repetindo o “Dilmismo" sobre o tema, pois o processo segue lentamente seu trâmite no
Tribunal de Contas da União (TCU), onde o parecer do relator estaria pronto para apreciação dos
membros da Corte.
Qualquer servidor medianamente
esclarecido sabe que não basta somente ter vontade política. E por mais que a sudorese excessiva (hiperidrose) acometa quem pleiteia o direito a cada nova promessa de transposição, a questão agora é
técnica, para não dizer jurídica. E até onde a vista pode alcançar, embora o
TCU atue como órgão técnico, a transposição somente será efetivada por meio de
decisão judicial.
Os servidores já foram
espezinhados e enganados o suficiente para se deixarem enganar novamente.
Talvez o mais aconselhável, fosse o candidato tecer críticas contundentes aos
governos anteriores que não fizeram o dever de casa, deixando de regulamentar
no âmbito estadual a transformação dos celetistas em estatutários, em 1987,
criando um verdadeiro exército de servidores que terá dificuldades inclusive,
para obter aposentadoria.
É mais sensato e ético!
Abdoral Cardoso
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